COMO SE DESLOCAR
Como Circular pela Costa Amalfitana
A SS163, os autocarros da SITA Sud, os ferries sazonais e porque conduzir pela Costa Amalfitana raramente compensa — como se deslocar verdadeiramente ao longo desta falésia em cada estação.
Check dates and availability ↗Uma estrada, e apenas uma
Existe essencialmente uma única via terrestre ao longo da Costa Amalfitana, e tudo circula nela: a Strada Statale 163, a Amalfi Drive, que se estende por cerca de 40 quilómetros, de Vietri sul Mare, a leste, até Positano, a oeste. Esculpida na falésia, com apenas duas faixas em grande parte do percurso, um parapeito baixo e uma queda vertiginosa, serpenteia por curvas cegas em gancho e atravessa o centro das vilas. Não há alternativa, nem desvio, nem caminho-de-ferro costeiro, nem outra opção quando congestiona — e em julho e agosto pode ficar completamente parada durante horas. Compreender este único facto explica grande parte da logística da costa. Onde quer que vá, estará a partilhar um estreito fio de asfalto com autocarros, camionetas, motas, carrinhas de entregas e todos os que ali chegaram no mesmo dia.
Porque conduzir sozinho raramente compensa
Pode conduzir pela SS163 e, nas épocas intermédias, se começar cedo, pode ser um prazer. No auge do verão, é sobretudo um tormento. A estrada exige atenção constante — autocarros a fazer marcha-atrás nas curvas apertadas, espelhos a dobrar-se uns nos outros, pontos de estrangulamento onde o trânsito alterna num só sentido porque dois veículos grandes não conseguem passar. Depois há o estacionamento, que é escasso, caro e esgota cedo tanto em Positano como em Amalfi; pode perder as melhores horas do dia às voltas à procura de lugar em vez de contemplar o mar. Acrescente regras pouco familiares, motas que surgem do nada e a concentração absoluta que a beira do precipício exige, e a condução devora o dia. Se insistir em conduzir, vá fora de época, parta de madrugada e aceite que a estrada é o próprio espetáculo.
Os autocarros SITA Sud
Os autocarros públicos ao longo da costa são operados pela SITA Sud e constituem a espinha dorsal das viagens independentes por aqui, ligando Sorrento, Positano, Amalfi e as localidades entre elas ao longo de toda a extensão da SS163. São baratos, circulam durante todo o dia, e os lugares da frente oferecem uma vista que nunca se atreveria a apreciar se estivesse ao volante. O senão é que ficam presos no mesmo trânsito que todos os outros, pelo que as viagens no verão podem ser lentas, e enchem depressa — nas horas de ponta, pode ser preciso deixar passar um autocarro cheio. Compre os bilhetes antes de embarcar, sempre que possível, e valide-os a bordo, e consulte os horários atualizados localmente, pois mudam consoante a época. Para o viajante paciente e com orçamento limitado, o autocarro é uma forma perfeitamente válida de conhecer a costa.
Os ferries — mas apenas em época alta.
Vista do mar, a costa finalmente faz sentido: as vilas revelam como se empilham, de forma inacreditável, pelas falésias acima, e você evita a estrada por completo. Os ferries de passageiros ligam Sorrento, Positano e Amalfi, com alguns serviços a chegar a Salerno e mais além, e em dias de maior movimento são frequentemente mais rápidos do que o autocarro, além de muito mais bonitos. O limite importante é a época: os barcos circulam sobretudo nos meses mais quentes, aproximadamente de abril a outubro, com serviço reduzido ou inexistente no inverno, e o mau tempo pode cancelar uma travessia em cima da hora, mesmo no verão. Os horários e as operadoras mudam de ano para ano, por isso confirme no local perto da sua data, em vez de confiar em qualquer coisa impressa com meses de antecedência. Quando estão a operar, uma viagem de ferry é uma das melhores experiências que se pode ter nesta costa.
O plano mais inteligente: combinar os dois
Os viajantes que regressam mais satisfeitos raramente escolhem um único meio de transporte e mantêm-se fiéis a ele. O movimento clássico é fazer um percurso de uma forma e o regresso de outra — autocarro ou carro pela estrada da falésia, ferry de volta pelo mar — para ver a costa tanto pela estrada como pelo mar num só dia. Isto também reparte o risco: se os barcos forem cancelados por causa do tempo, o autocarro continua lá; se a estrada ficar engarrafada, o mar segue em movimento. Reserve mais tempo do que as distâncias sugerem, porque aqui o "curto" mede-se em trânsito, não em quilómetros. E trate a primeira e a última hora do dia como suas — as multidões e os engarrafamentos pertencem ao meio do dia. Um motorista privado simplesmente lhe oferece tudo isto sem as esperas, sem as mudanças e sem o aperto nas plataformas.
Chegar à costa, em primeiro lugar,
A maioria dos visitantes chega a partir de Sorrento, do lado oposto da península, virado para o Golfo de Nápoles, por ser mais próxima e melhor ligada do que a própria costa; daí, é uma curta travessia da cordilheira — curta em distância, lenta na prática. Nápoles é a porta de entrada mais ampla, com o seu aeroporto e estação principal a alimentar comboios e a linha Circumvesuviana até Sorrento, de onde começa a estrada costeira. Salerno ancora o extremo oriental e é uma entrada útil, muitas vezes ignorada, com ferries ao longo da costa na época alta. Onde quer que comece, o último troço converge na mesma estrada única, pelo que a questão não é tanto como chegar à costa, mas como circular depois de lá estar. Planeie as ligações e deixe margem para o trânsito.